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Por que os botões do controle do Playstation têm nomes de símbolos estranhos?

Estoy a oír: Sublime – Hong Kong Phooey

Joystick Playstation

Essa vai especialmente para os proprietários de qualquer uma das três gerações do Playstation: já se perguntaram por que os botões do controle desses consoles seguem um padrão diferente de nomes?

Teiyu Goto, designer da Sony responsável pelo padrão diferenciado, explica:

“As outras empresas davam nomes de letras ou cores aos botões. Queríamos algo simples de lembrar, e por isso eu pensei nos símbolos.

A combinação triângulo-círculo-X-quadrado surgiu logo depois. Eu dei a cada símbolo uma cor e um significado. O triângulo se refere ao ponto de vista; eu queria que ele representasse a cabeça ou direção de alguém, e o fiz verde. O quadrado se refere a um pedaço de papel; eu queria que ele representasse menus ou documentos, e escolhi a cor rosa para ele.

Círculo e X representavam “sim” e “não” na tomada de decisões, e dei a eles as cores vermelha e azul, respectivamente.
As pessoas pensaram que as cores estavam misturadas, e eu tive que reforçar para a gerência o que eu queria.”

Engraçado ler isso depois de ouvir o Gabriel Pires especular sobre os possíveis significados de X e círculo tantas vezes. Infelizmente, as instruções do sr. Goto parecem não ter sido entendidas nos EUA, onde as funções que ele pensou para esses botões são comumente invertidas pelos programadores.

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Dimensão Nerd #100

Estoy a oír: Dimensão Nerd #100 (dããããã…)

Aos ouvintes da Kombo que porventura estejam lendo esta postagem: sim, eu sei que ela deveria ter saído pelo menos duas semanas atrás. Ou uma, se a intençao fosse comentar não o DN #100 mas sua recepção. Vou colocar a culpa na velha combinação falta de tempo + distração e pedir a vocês que ignorem o atraso.

O fato é que, por mais que eu tenha demorado para falar sobre ele, o centésimo Dimensão Nerd me deixou particularmente orgulhoso do resultado final. Mesmo trabalhando com o costumeiro prazo de edição suicida, todos os planos deram certo. Tudo se encaixou perfeitamente durante a gravação e montagem do programa, e a recepção a esta edição especial foi ainda mais positiva do que o esperado. E as novidades que anunciamos neste especial também tiveram uma boa resposta do público, o que me deixa particularmente animado para o futuro do programa.

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Cabeçologia aplicada

Estoy a oír: Iron Maiden – The Reincarnation of Benjamin Breeg


Postagem dedicada a Luciana Hikawa, que todos vocês devem conhecer como a querida Tia Batata.

Terry Pratchett estava certo: cabeçologia funciona.

Cabeçologia, como todos vocês sabem (ou deviam saber), é a ciência de controlar as atitudes das pessoas fazendo o que elas esperam que você faça.

Um bom exemplo usado pelo próprio Pratchett é o da bruxa que, em vez de ter todo o trabalho de amaldiçoar alguém, simplesmente faz a tal pessoa acreditar que está amaldiçoada e observa que “as pessoas que não te trataram bem se lembrarão de você quando o leite das cabras secar”.

Em meu trabalho como oficial de imigração, observei dois exemplos muito interessantes de confirmações práticas da cabeçologia. Vou compartilhá-los com vocês a partir de agora.

O primeiro diz respeito a um passageiro vindo de voo doméstico, mas desembarcando em área internacional. Pra quem não sabe, alocar passageiros que viajam em trecho doméstico para embarcar em voos internacionais que farão escala em sua cidade de destino é uma prática comum entre as companhias aéreas. O objetivo, claro, é reduzir despesas, eterna obsessão das empresas aéreas.

Nessa situação, pedimos aos passageiros que apresentem o cupom de embarque para comprovar que embarcaram em território brasileiro – e, portanto, não precisam passar pelo controle migratório. É normal alguém precisar revirar a bolsa para encontrar o tal cupom, mas todos acabam mostrando-o.

Até o dia em que um senhor de seus 40-45 anos respondeu à abordagem para apresentar o cupom afirmando simples e categoricamente que o havia perdido. Pedi a ele que esperasse de canto, e expliquei a situação à agente de polícia que supervisionava o desembarque.

- Pede um documento dele, e diz que vamos ter que verificar no sistema se ele realmente vem de voo doméstico.

Expliquei a situação ao passageiro e pedi a ele que esperasse mais alguns minutos, enquanto eu levava seu documento para a agente. Depois de um rápido exame e confirmação de identidade, ela simplesmente…colocou o documento em cima da mesa e não fez mais nada.

- Quer ver esse tíquete aparecer em dois tempos?

A previsão mais certeira desde “acho que Duke Nukem Forever não sai este ano”. O tal passageiro não demorou cinco minutos para encontrar o cupom perdido, e desembarcou normalmente como todos os outros.

Antes de apresentar o segundo exemplo, mais uma rápida explicação sobre como funciona o controle de migração de passageiros. Estrangeiros que residam no Brasil precisam apresentar, juntamente com o passaporte, seu cartão de residência – ou pagam uma pesada multa na volta.

A passageira que protagoniza este caso explicou que perdera o documento num hospital, algumas semanas antes, e que não havia feito boletim de ocorrência por uma série de motivos que variavam da esperança de ter o documento de volta ao simples esquecimento.

Isso não a livraria da multa, claro – mas foi só fazer uma vaga menção a essa possibilidade que em poucos minutos o cartão “perdido no hospital” reapareceu, magicamente, na mesma pasta em que iam passaporte, passagens e documentos do seguro-saúde.

E eu ainda nem falei sobre o exemplo supremo de aplicação da cabeçologia, que pode ser visto todos os dias nos principais jornais do Brasil e do mundo. Mas esse fica para uma próxima postagem.

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Red Bull Sounderground

Estoy a oír: Máquina do Tempo #93 – Live Aid

Aviso: esta postagem é um publieditorial. Mas podem ler tranquilos, que ela não morde.

Red Bull Sounderground

Cenário pouco usual para músicos, o metrô da capital paulista será palco de um encontro internacional inédito, o Red Bull Sounderground – I Festival Internacional de Músicos de Metrô. Cerca de 20 artistas, de 10 cidades diferentes do mundo, estarão espalhados pelas estações do metrô paulistano durante a semana de 08 a 12 de novembro. O encerramento será uma grande jam session no dia 12, sexta, prevista para a estação da Sé. A entrada para conferir a programação de shows será a passagem de metrô.

As cidades participantes são Barcelona, Berlim, Londres, Cidade do México, Montreal, Moscou, Nova York, Paris, São Paulo e São Petersburgo. Exceto Berlim e Paris, as demais cidades selecionarão seus representantes a partir de inscrições no site oficial do festival, em www.redbullsounderground.com.

Nos países das demais cidades participantes, é forte a presença do músico de metrô. A escolha de sediar o festival em São Paulo é o de atrair a atenção para a criação deste espaço que ainda não existe por aqui. “O festival tem esse potencial; o de transformar os metrôs onde o músico ainda não é permitido em lugares em que a música e estes artistas fazem parte do ambiente para o deleite dos usuários”, diz Marcelo Beraldo, sócio da Barong Produções e produtor cultural.

Sua viagem de volta ao mundo, realizada no segundo semestre de 2009 e na qual registrou a performance de músicos de metrô em mais de 17 cidades, foi o pontapé inicial que resultou no Red Bull Sounderground.

* Como participar?

Os músicos participantes serão escolhidos a partir de inscrição no site do festival (www.redbullsounderground.com) até o dia 15/09/2010. Poderão participar músicos maiores de 18 anos que se apresentam solo ou em formações de até três pessoas. Para inscrever-se, basta preencher as informações da ficha disponível no site e fazer o upload de trecho de vídeo – ou indicar link de vídeo performance disponível na internet – que contenha uma apresentação solo, ou de grupo, realizada em uma das estações de metrô das cidades participantes. Os nomes dos artistas selecionados serão divulgados no site do festival em 21/09/2010.

No caso dos músicos de São Paulo, serão válidos vídeos gravados em outros espaços públicos diferentes do metrô. E importante: só poderão ser utilizados amplificadores com potência até 60 Watts e uso de baterias elétricas. Instrumentos de percussão ou bateria e a participação de DJs não serão permitidos. Aliás, vale ressaltar que não haverá fonte de energia elétrica disponível para as apresentações.

No Brasil, a curadoria terá entre seus participantes nomes como o de Lívio Tragtenberg – compositor experimental, saxofonista, escreve para teatro, cinema, além de já ter produzido várias obras instrumentais, sinfônicas, eletroacústicas e também ópera. Em 2004, fundou a Orquestra de Músicos de Rua de São Paulo –, e Danilo Martire Caciavilani, da área de Ação Cultural do Metrô de São Paulo.

Abertas as inscrições para festival internacional de músicos de metrô em São Paulo


INICIATIVA INÉDITA REUNIRÁ 20 ARTISTAS NAS ESTAÇÕES DO METRÔ DA CAPITAL PAULISTA EM NOVEMBRO. INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 15 DE SETEMBRO NO SITE DO FESTIVAL. PODEM CONCORRER APRESENTAÇÕES SOLO OU COM ATÉ TRÊS MÚSICOS.

Cenário pouco usual para músicos, o metrô da capital paulista será palco de um encontro internacional inédito, o Red Bull Sounderground – I Festival Internacional de Músicos de Metrô. Cerca de 20 artistas, de 10 cidades diferentes do mundo, estarão espalhados pelas estações do metrô paulistano durante a semana de 08 a 12 de novembro. O encerramento será uma grande jam session no dia 12, sexta, prevista para a estação da Sé. A entrada para conferir a programação de shows será a passagem de metrô.

As cidades participantes são Barcelona, Berlim, Londres, Cidade do México, Montreal, Moscou, Nova York, Paris, São Paulo e São Petersburgo. Exceto Berlim e Paris, as demais cidades selecionarão seus representantes a partir de inscrições no site oficial do festival, em www.redbullsounderground.com.

Nos países das demais cidades participantes, é forte a presença do músico de metrô. A escolha de sediar o festival em São Paulo é o de atrair a atenção para a criação deste espaço que ainda não existe por aqui. “O festival tem esse potencial; o de transformar os metrôs onde o músico ainda não é permitido em lugares em que a música e estes artistas fazem parte do ambiente para o deleite dos usuários”, diz Marcelo Beraldo, sócio da Barong Produções e produtor cultural. Sua viagem de volta ao mundo, realizada no segundo semestre de 2009 e na qual registrou a performance de músicos de metrô em mais de 17 cidades, foi o pontapé inicial que resultou no Red Bull Sounderground.

Como participar
Os músicos participantes serão escolhidos a partir de inscrição no site do festival – www.redbullsounderground.com – até o dia 15/09/2010. Poderão participar músicos maiores de 18 anos que se apresentam solo ou em formações de até três pessoas. Para inscrever-se, basta preencher as informações da ficha disponível no site e fazer o upload de trecho de vídeo – ou indicar link de vídeo performance disponível na internet – que contenha uma apresentação solo, ou de grupo, realizada em uma das estações de metrô das cidades participantes. Os nomes dos artistas selecionados serão divulgados no site do festival em 21/09/2010.

No caso dos músicos de São Paulo, serão válidos vídeos gravados em outros espaços públicos diferentes do metrô. E importante: só poderão ser utilizados amplificadores com potência até 60 Watts e uso de baterias elétricas. Instrumentos de percussão ou bateria e a participação de DJs não serão permitidos. Aliás, vale ressaltar que não haverá fonte de energia elétrica disponível para as apresentações.

No Brasil, a curadoria terá entre seus participantes nomes como o de Lívio Tragtenberg – compositor experimental, saxofonista, escreve para teatro, cinema, além de já ter produzido várias obras instrumentais, sinfônicas, eletroacústicas e também ópera. Em 2004, fundou a Orquestra de Músicos de Rua de São Paulo –, e Danilo Martire Caciavilani, da área de Ação Cultural do Metrô de São Paulo.

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O elenco de Seinfeld sobre o Twitter

Estoy a oír: Sobrinhos do Ataíde AM – Tênis de Mesa

seinfeld

(texto do comediante Frank Ferri, originalmente publicado no Slate.com)

O cenário é o apartamento de Jerry. Elaine e Jerry estão sentados perto da mesa da cozinha, e George está no sofá digitando em um laptop.

JERRY: Outra vez no  Twitter?
GEORGE: O que foi? Não posso mais twittar?
ELAINE: Ninguém disse que você não podia twittar.
GEORGE: O Jerry disse. Jerry tem um problema com o fato de eu estar twittando.
JERRY: Por favor, twitte à vontade. Twitte o quanto quiser. Twitte tudo que se passa no seu coração.
GEORGE: Eu vou. Eu gosto de uma boa twittada.
ELAINE: Tudo bem, mas você não acha que está indo um pouco longe demais com o Twitter?
GEORGE: Quem é você, a rainha do Twitter? Acho que eu mantenho a uma média perfeita de frequência de twittadas.
JERRY: Sabe, você tem que ter um assunto sobre o qual falar para poder twittar.
GEORGE: Eu tenho muita coisa sobre a qual twittar!
JERRY: Não, não – você não tem. Veja bem, você tem a conta no Twitter e o laptop. Mas não tem nada que mereça uma twittada a respeito. Nada de emprego, nenhuma namorada…

Kramer entra, quase derrubando Jerry ao entrar aos tropeções rumo à sala.
KRAMER: Minha nossa. (Nota George.) Qual é a do geninho com o laptop?
ELAINE: Ele está twittando de novo.
KRAMER: Meu Deus! Você etá enchendo o lugar de twittadas!
GEORGE: Eu twitto com a mesma frequência que todo mundo. Ninguém impede George Costanza de twittar!
KRAMER: Eu já contei a vocês sobre o meu amigo Bob Sacamano? Ele twittou demais. (Ficando mais e mais animado.) Twittou como se não houvesse amanhã!
GEORGE: E?…
KRAMER (um tom acima): Ele morreu.
ELAINE: Morreu de Twitter?
KRAMER: É você quem está dizendo.
JERRY: Afinal, qual é o problema deles com os tais 140 caracteres? Quer dizer, se fossem 141, a Internet cairia?
GEORGE: Ei, essa foi boa. Posso twittar isso?

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Ciclo de vida das séries de TV

Estoy a oír: Frank Zappa & the Mothers of Invention – What’s the Ugliest Part of Your Body?

Arquivo X

Claro que há as exceções, como Os Simpsons e South Park, mas achei incrivelmente divertido notar como a fórmula se aplica à maioria dos seriados que já acompanhei.

(artigo traduzido da webcomic Subnormality)

Primeira temporada - a série ainda luta para se consolidar, contando com o benefício da dúvida.

Segunda temporada - elementos que pareciam bons no papel, mas não funcionaram na tela, são removidos; escritores e atores começam a encontrar o tom dos personagens; a série vai construindo sua identidade.

Terceira temporada - por tentativa e erro, tudo acabou em seu devido lugar, e a série desfruta de uma zona de conforto; histórias simples podem ser contadas sem que os roteiristas pareçam ter perdido a ambição; surgem muitos episódios clássicos.

Quarta temporada - equidistante do auge e da decadência da série; as histórias são construídas sobre modelos pré-estabelecidos sem parecerem ridículas; os escritores ainda têm um considerável estoque de boas ideias.

Quinta temporada - os escritores começam a ficar desesperados e a usar todas as ideias que já tiveram na vida; a equipe criativa original ainda está inalterada e ainda tem algo a provar, não dando o sucesso da série como garantido (mas isso fatalmente acontecerá).

Sexta temporada - os membros da equipe criativa original começam a sair, em sua maioria para tocar projetos pessoais destinados a durar pouco; os roteiristas começam a se repetir e cair em padrões; os personagens começam a cair na autoparódia, por medo de arriscar o bem-sucedido (e lucrativo) ritmo da série; a última temporada em que o número de bons episódios supera o de ruins.

Sétima temporada - os escritores estão sem ideias, e a equipe criativa compensa elevando os gastos de produção; os personagens agora são moldados para acomodar as tramas, em vez das histórias serem desenvolvidas de acordo com suas personalidades; qual quer que fosse a motivação original da série, ela está distante demais para que os escritores se lembrem; temos eventuais bons episódios, mas isso se deve às leis da probabilidade e estatística; a série ainda pode terminar com dignidade, mas essa é a sua última chance de fazê-lo.

Oitava temporada e além - a série se torna um pálido reflexo de seus melhores dias, existindo apenas para manter as carreiras de seus maquiavélicos criadores; os personagens são quase irreconhecíveis em relação às suas versões originais, com suas personalidades removidas para facilitar a manipulação.

Cada temporada além da sétima cancela uma das anteriores em termos de legado da série – ou seja, uma série que chegue à 14ª temporada estará virtualmente morta-viva.

Se uma série não for cancelada quando fica claro que seu período de vida útil terminou, o melhor é fazer é reunir um grupo de amigos armados até os dentes, cercar os membros da produção numa garagem e eliminá-los pelo bem da civilização ocidental. Ou então simplesmente parar de assistir à referida série. ;)

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Os 10 melhores nomes de discos da história da música

Estoy a oír: Bloodhound Gang – Lap Dance is so Much Better When the Stripper is Crying

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Steal this album (Roube este disco) – System of a Down

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Disco novo – Kiko Zambianchi

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We’re only in it for the money (Estamos nessa só pelo dinheiro) – Frank Zappa & the Mothers of Invention

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Still psycho after all these years (Ainda loucos depois de todos esses anos) – Suicidal Tendencies

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Dig your own hole (Cave sua própria cova) – Chemical Brothers

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Is this it? (É isso?) – The Strokes

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Maybe you’ve brainwashed too (Talvez você também tenha sofrido lavagem cerebral) – New Radicals

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Songs for the deaf (Músicas para surdos) – Queens of the Stone Age

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Good news for people who love bad news (Boas notícias para quem ama más notícias) – Modest Mouse

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Roberto Carlos – Roberto Carlos (esse em particular deve ser muito bom, já que o Rei o usa em todos os seus discos)

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Coisas que eu aprendi com Quentin Tarantino

Estoy a oír: Ultraje a Rigor – Terceiro

Tarantino

Esta não é uma lista de pérolas de sabedoria ao estilo tradicional do blog, mas na condição de fanzaço de Tarantino (e tendo recém-terminado de assistir à sua filmografia completa) resolvi fazer uma justa homenagem ao maluco de Knoxville.

A seguir, algumas lições de vida que aprendemos com a obra deste gênio do cinema pós-neocontemporâneo.

* Uma pessoa pode perfeitamente tomar um tiro na cabeça e passar anos a fio em coma – e depois voltar a andar, falar e lutar kung fu sem maiores dificuldades.

* Para sobreviver em um carro à prova de morte, você tem que estar no banco do motorista.

* Hambúrgueres são a base de um café da manhã saudável.

* Não existe isso de “carreira morta”. Que o digam Daryl Hannah, John Travolta, Kurt Russell, David Carradine, Pam Grier…

* Se você entrar num McDonald’s na França e quiser um Quarterão, peça um “royale com queijo”.

* Hitler não se suicidou num bunker, mas sim morreu fuzilado num cinema em chamas em Paris.

* O melhor lugar para esconder uma joia de valor inestimável é o seu próprio ânus.

* Peter Parker se disfarça de  Homem-Aranha para combater o crime, o Super-Homem se disfarça de Clark Kent para viver entre as pessoas normais.

* Pés femininos são legais.

* Americanos não sabem falar nenhum idioma que não seja o seu próprio.

* Mesmo as situações mais tensas podem tornar-se prazerosas com a trilha sonora certa.

* Você sabe que encontrou alguém especial quando, ao lado desta pessoa, consegue ficar de boca calada por um minuto e confortavelmente aproveitar o silêncio.

* Nunca coloque suas pernas para fora de um carro em movimento – a menos que não se importe se elas saírem voando sem você.

* Esta é a confirmação de um velho ditado: todo o fogo do inferno não se compara à fúria de uma mulher.

* Todo pistoleiro tem um maço de notas de US$ 100 sempre à mão.

* Todo filme deve incluir uma cena em que a câmera esteja dentro do porta-malas de um carro.

* Nunca faça um matador de aluguel te encarar quando ele está segurando uma arma num carro em movimento.

* O trabalho de um Bastardo nunca está completo.

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Sobre as longas ausências

Estoy a oír: Super Street Fighter II OST – Guile Theme (porque, afinal, o tema do Guile combina com tudo)


Vez por outra o pessoal costuma reclamar dos meus sumiços da realidade 2.0 – que geralmente aconteciam nos momentos em que eu mais tinha trabalhos urgentes, como edição de podcasts ou coberturas de eventos.

A explicação é bem simples, e felizmente diz respeito a um problema já resolvido. Meu computador passou alguns meses me dando muita raiva – ou, para ser mais específico, meu HD.

Demora na inicialização e acesso a dados, além de constantes travamentos, eram só os mais irritantes dentre os muitos problemas que me faziam perder muito tempo e paciência para realizar mesmo as tarefas mais banais diante do micro. Além de nada menos do que cem (!) setores defeituosos na partição de sistema, o registro do Windows estava repleto de inconsistências e redundâncias. Resultado: a cada dois meses, religiosamente, o HD simplesmente parava de reconhecer o sistema operacional, forçando um longo processo de restauração.

Some-se a isso outros fatores estranhos, como o fato de eu ter o único computador do Universo conhecido que ficava mais lento depois de uma manutenção, e decidi começar do zero. Formatei a partição de sistema e reinstalei o Windows, e isso pareceu resolver meus problemas…por algumas semanas.

Vamos ser justos: a máquina parou de travar – o que não é grande consolo quando ela começa a desligar sozinha. Comprei um HD novo, até porque os setores defeituosos do antigo continuavam lá, e mesmo com uma instalação zerada do Windows os problemas continuaram. Comecei a desconfiar do cooler, que acumulava anos de poeira, e resolvi fazer uma limpeza nele. Não adiantou. A próxima suspeita era a placa-mãe, já no seu limite de upgrades (como eu costumo dizer, meu próximo investimento no PC vai ser comprar um notebook), e sem saber qual peça substituir eu já fazia as contas para uma troca emergencial de micro que me deixaria endividado por alguns longos meses.

Mais eis que meu tio, técnico em informática que já havia me salvo várias vezes, ficou cismado. Trazendo um multímetro e um vasto arsenal de peças reservas, passamos o domingo da final da Copa testando todas as peças do micro, até descobrirmos que o problema era…um dos fios de alimentação que saía da fonte. O tal fio, que ligava o HD à fonte, estava com mau contato. Cada desligamento do micro era causado por um curto nesse maledetto fiozinho.

Descoberta a fonte do problema, tratamos de resolvê-lo. Refizemos as ligações de HD e DVD-RW para não usar o tal fio defeituoso – o que exigiu uma mudança na posição de ambos no gabinete – ligamos o PC e fizemos um teste. Funcionou, e muitíssimo bem. O computador não deu mais problemas desde então, e tenho produzido conteúdo como não conseguia há muito tempo. Tanto que até as atualizações do Sala estão mais frequentes, e pretendo continuar de assim pra mais.

PS: uma última curiosidade: como precisei reinstalar o Windows várias vezes, tive também que reinstalar todos os programas várias vezes. E, depois da segunda reinstalação, notei surpreso que estava trabalhando muitíssimo bem com menos de um terço das tralhas que tinha instalado originalmente. Vá lá que o problema não era no sistema operacional, mas ele está rodando bem mais rápido e estável agora. Algo a se pensar.

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Ensaio sobre a Playboy

Estoy a oír: Frank Zappa – Catholic Girls

“Nunca pensei que um dia fosse levar a sério quem diz que compra a Playboy por causa das entrevistas.”

Outrora sinônimo de revista masculina, a Playboy não passa por uma boa fase em todo o mundo. Além da óbvia concorrência com a Internet, as ações da matriz americana estão em queda livre, a edição portuguesa foi descontinuada depois de um polêmico ensaio com Jesus e a edição brasileira já não é mais vista com o mesmo culto que a caracterizava até anos recentes.

Críticos acusam a revista de ter se tornado algo previsível, quase pudica em alguns momentos, e eles têm sua grande cota de razão. A verdade é que as capas da Playboy são tão previsíveis que consegui desenvolver uma espécie de calendário padronizado para os doze meses do ano. (Não vou nem falar na padronização dos corpos femininos mostrados na revista, porque essa é uma discussão BEM mais longa.) Acompanhem meu raciocínio:

Janeiro - garotas lindas, mas pouco conhecidas. É o mês ideal para capas tipo “musa do campeonato mundial de surf”, e por um simples motivo: a própria Abril já sabe que as vendas neste mês são fracas, fazendo com que não valha a pena investir numa grande estrela. Além disso, a retrospectiva do ano anterior costuma ajudar nas vendas por si só.

Fevereiro - o Carnaval é a festa mais popular do Brasil, certo? Então teoricamente nada faria mais sentido do que reservar o mês do Carnaval para capas relacionadas, com madrinhas de bateria e outros que-tais. Só tem um problema: estas capas, geralmente trazendo “mulheres maravilhosas que só aparecem no Carnaval”,  também vendem muito pouco.

Resto do primeiro semestre – domínio das BBBs: capas que costumam ser muito pedidas e ter boas vendas, mas precisam ser aproveitadas rápido.  O problema é que nessas o critério de qual garota merece ser capa da Playboy é muitas vezes deixado de lado em prol do hype. (Desculpem, fãs da Tessália – se é que eles existem – mas é verdade.)

Julho – espécie de teaser da edição de aniversário, com um ensaio aguardado – mas nem tanto. Geralmente traz uma garota desesperadamente bonita, mas a essa altura todos comentam os parcos detalhes divulgados sobre a capa do mês seguinte. O que nos leva a…

Agosto (edição de aniversário) - um ensaio ansiosamente aguardado com alguma estrela global, que sempre gera um grande hype – e acaba frustrando a todos, em grande parte devido ao citado hábito da revista de desperdiçar belas mulheres com ensaios pudicos.

Resto do segundo semestre - pelo menos uma “reprise” e uma capa que chama a atenção mais pela polêmica do que pelo ensaio em si. Que o digam Fernanda Young, Enfermeira do Funk…aliás, permitam que eu fuja do assunto para dizer só uma coisa: recebi uma lista das edições mais vendidas da Playboy brasileira nos últimos cinco anos (e isso foi uma das motivações para escrever esta postagem). E devo dizer que há alguma coisa muito errada com o mundo quando a Playboy da Mulher-Melancia vende quase o dobro que a da Tânia Oliveira!

Dezembro - o outro mês de grande vendagem da revista, é a época de ir atrás daquela outra estrela que não aceitou sair na edição de agosto. Valem as mesmas regras sobre hype e qualidade do ensaio – e até mesmo ações mais ousadas, como a capa alternativa em preto-e-branco criada para edição de Juliana Knust.

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