Estoy a oír: J-Wave #1 - Adaptações de mangás em live-action
Quando foram anunciadas as séries que estreariam temporada 2009/2010, a ABC surgiu com uma grande candidata a “novo Lost”.
Flash Forward tinha uma premissa intrigante, que começava com um mistério global, e feras como David Goyer (um dos responsáveis pela recriação da Sociedade da Justiça) nos roteiros, fatores que levaram-nos a crer que já tínhamos encontrado o próximo blockbuster da TV americana. Tanto que a série teve uma temporada completa encomendada antes mesmo da exibição do piloto.
Só que a própria Flash Forward cuidou de dirimir essa impressão. O piloto fez muita gente coçar a cabeça (de onde em nome de Zarquon saiu aquele canguru?), mas os episódios seguintes despencaram vertiginosamente. Os personagens se revelaram rasos e superficiais, o mistério central revelou-se a única coisa (não tão) interessante da história, e após poucos episódios já tivemos a abertura do grande livro de clichês das séries: casal lésbico, político poderoso sendo chantageado para ajudar os protagonistas, assassinatos enigmáticos, longos diálogos com frases de efeito que não levam a lugar nenhum…tão rápido quanto ganhou audiência, a série começou a perdê-la. Um milhão de pessoas desistiam de acompanhar a história a cada semana, e os elogios de expectativa logo viraram críticas de frustração.
Entre os muitos que desistiram da série, estou eu. Aguentei cinco episódios, e ia começar a ver o sexto quando notei que estava mais animado para reouvir um Nerdcast lançado há três anos do que para assistir um novo episódio. Era o sinal de que eu precisava para ganhar quarenta minutos livres na agenda de cada semana. (Que, vale avisar, já foram devidamente ocupados com a nova temporada de Scrubs.)
Conclusão: o novo Lost acabou virando o novo Heroes. Com o agravante de que Heroes foi bom por quase uma temporada inteira. Coitada da AXN brasileira, que começou 2009 ouro nas mãos e começará 2010 com um tremendo mico.














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